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15 de mar. de 2022

AKAI

 

Por Renato Rosatti
 
 
“Akai” é um curta-metragem de vampirismo de 21 minutos, dirigido, escrito e produzido por Carlos G. Gananian, que tem em seu currículo outros trabalhos igualmente ótimos como “Behemoth” (2003, 6 minutos) e “Coagula” (2005, 3 minutos).
 
Foi lançado em DVD numa edição caprichada com belíssimas ilustrações na capa e contra capa reproduzindo cenas do filme, enfatizando o vermelho do sangue, e que traz o seguinte texto de divulgação: “Sangue tinge os corredores de uma casa. Um homem sofre de estranhas alucinações. Sozinho e debilitado, suas memória são imagens fragmentadas de um passado recorrente. A dor da culpa e o remorso assombram sua existência cada vez mais distorcida. A sede é quase insuportável. No mar encontra-se a redenção.”
 
O filme praticamente não tem falas, com uma narrativa lenta e atmosférica, se sustentando em imagens sombrias de uma casa sinistra e nas expressões faciais que representam o sofrimento de um vampiro (interpretado pelo ator Gustavo Arantes), em constante conflito interno entre a necessidade de se alimentar de sangue humano e o tormento pela culpa de sua existência. Os destaques são todas as cenas onde o vampiro seduz e ataca suas vítimas (todas interpretadas por Roberta Youssef), acompanhantes e garotas de programa recrutadas em anúncios de jornal, sempre de forma discreta, sem alardes ou ações exageradas, num exercício de horror sutil e poético. A produção também é caprichada, num ótimo trabalho de sonoplastia, iluminação e edição.
 
Já fomos presenteados com um ritual demoníaco (“Behemoth”), as ações de um psicopata mascarado (“Coagula”), e o tormento de um vampiro (“Akai”). Vale a pena ficar atento aos projetos do cineasta independente Carlos G. Gananian.
 
 
* Texto publicado originalmente no blog Juvenatrix em 27/09/10.

 

15 de fev. de 2022

CEMITÉRIO PERDIDODOS FILMES B - EXPLOITATION

 

Por Renato Rosatti

 

Livro sobre cinema “B” com dezenas de resenhas por vários autores, abordando os chamados filmes “exploitation”, ou “de exploração”, produzidos com orçamentos reduzidos, roteiros simples, mas que despertam interesse principalmente pelas cenas despreocupadas com censura ou imposição de regras. Seu objetivo justamente é atingir um mercado consumidor diferente dos produtos convencionais.

O livro é dividido em várias seções, abrangendo desde o cinema de horror “slasher”, “splatter” e de canibais, passando pelos filmes orientais de artes marciais, os italianos de suspense (“giallo”) e policial (“poliziesco”), o americano “blaxploitation”, e os filmes de exploração com nazistas (“nazisploitation”), mulheres em prisões (“WIP”) e freiras em conventos (“nunsploitation”). Sempre com sexo selvagem, assassinatos brutais e muita violência.

É uma excelente obra de referência e pesquisa do cinema obscuro, com resenhas fluentes e informativas. Ainda tem espaço significativo para análises de filmes “exploitation” produzidos na América Latina (México, Brasil e Argentina), além de países como Canadá (“canuxploitation”) e Austrália (“ozploitation”). Filmes onde o foco é chocar o público ávido por elementos não encontrados no cinema comercial tradicional, com histórias absurdas e sensacionalistas, repletas de sangue, tiroteios, lutas, assassinatos, psicopatas mascarados, canibais famintos, mafiosos enlouquecidos, nazistas sádicos e freiras promíscuas. Altamente recomendado para os apreciadores de filmes obscuros.

 

Cemitério Perdido dos Filmes B - Exploitation” (2013)
Organizado por César Almeida, com textos de diversos autores
Editora Estronho
228 páginas

 

* Resenha publicada originalmente em 16/07/16 no blog Infernotícias.

8 de jan. de 2022

RETROSPECTIVA 2021

 

Chegamos à primeira postagem de 2022 e, apesar do clichê, não há momento melhor para fazermos uma retrospectiva de tudo que rolou com o blog Relatos Noturnos em seu primeiro ano de existência e, por consequência, com a minha atuação como escritor de Literatura Fantástica ao longe de 2021.
 
Inicialmente, o blog surgiu com a proposta de republicar os meus contos que haviam sido postados originalmente no extinto Escrituras da Lua Cheia, que existiu entre os anos de 2009 e 2013, além de servir de espaço para a publicação de contos inéditos. Além disso, a ideia era também dar espaço para a abordagens de outras mídias das quais sou grande apreciador, como histórias em quadrinhos, filmes e livros, seja através da divulgação do conteúdo original ou através de artigos, entrevistas e resenhas, tendo como único critério se tratar de produções à cargo de realizadores nacionais.
 
Tudo isso foi feito com louvor. Republiquei quase todos os contos do meu finado blog, apresentei ao leitor histórias inéditas de minha autoria e ainda postei muito conteúdo – entre contos, resenhas, HQs, artigos – de outros excelentes autores, renomados e reconhecidos por sua atuação junto à cena de Arte Fantástica nacional, seja no mainstream ou no underground, como Renato Rosatti, Adriano Siqueira, Gian Danton, Sidemar de Castro e Angelo Júnior, só para citar os mais presentes.
 

Importante destacar também que o Relatos Noturnos se consolidou em paralelo como um selo literário independente, através do qual republiquei os meus livros de lobisomens aclamados pela crítica e pelos leitores fãs de licantropia – Na Próxima Lua Cheia e Jarbas – que estavam esgotados há mais de dez anos, além de ter publicado o inédito Lobos do Sul, que na época do lançamento chegou a vigorar no ranking dos 10 Mais Vendidos da Amazon e na lista dos mais vendidos da semana no Clube de Autores.
 

Impossível deixar de citar outro ponto alto da minha retomada no meia da Literatura Fantástica, que foi a participação em ótimos canais do Youtube com programação voltada ao gênero, como é o caso do Milhas e Milhas, do “Mestre do Terror”, Cássio Witt (assista os vídeos clicando AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), Horrorama (veja AQUI) e Sem Freio, de Dimitri Kozma (assista AQUI).
 

Para este 2022 que se inicia, a meta é a publicação de novos livros (novidades em breve!) e a continuação das postagens regulares do blog, com conteúdo desenvolvido por mim e por nossos colaboradores.
 
Quero finalizar agradecendo imensamente aos parceiros pelo envio de conteúdo que engrandece o blog e em especial aos leitores, que acompanham o material postado aqui, curtem compartilham e comentam nas redes sociais e adquirem os livros do selo, o que serve de enorme incentivo para se continuar produzindo cada vez mais e com o máximo de qualidade possível. Nos vemos por aí, à noite, de preferência. Valeu!